Nada me parecia interessante. Sentia que havia esgotado todas as minhas fichas numa tentativa de ter uma alegriazinha. Os lugares me pareciam chatos e as pessoas, entediantes. Numa livraria, talvez encontrasse inspiração no meio de tanta inspiração impressa. Muito embora eu precisasse de ajuda, livros de auto-ajuda nunca serão uma opção. Até o Esoterismo já desistiu de mim. Aventura me causaria inveja. Os de romance iam me fazer querer morrer. Chega de drama, Mila. Toma um café pra esquentar. Na passagem, estico a mão e pego um livro qualquer pra me fazer companhia. Na mesa ao lado, estava Yoko. Como eu sei o nome dela? Não lembro. Mas ela conversava com uma menina. Era difícil se entenderem, Yoko era japonesa. A menina, que devia ter uns 10 anos, arranhava no inglês. Sabiamente, passam pro idioma universal da comida. E a menina, no alto de sua sabedoria infantil, sugere que Yoko coma um brigadeiro. Confiando na inocência das crianças, Yoko aceita. Olha para aquela bolinha marrom, não ...
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