sexta-feira, agosto 13, 2010

"- Achei crueldade o que você fez com ela.
- Oxe, mas eu não fiz nada. Só dei minha opinião.
- Quando ela não te pediu. Ela me contou rindo, como se tivesse achado divertido, mas dava pra perceber o nó na garganta, a voz embargada.
-Ah, frescura, vai. Ela nunca me falou que se magoou com o que ocorreu. Aliás, comentou meio que se divertindo.
- Você sabe que ela é assim, não mostra suas mágoas. E você, mais do que ninguém, deve saber como o que ocorreu é capaz de magoar alguém. E o comentário que você fez é um prenúncio. Foi a mesma coisa que dizer: "vai acontecer de novo e você vai se magoar de novo."
- Ela não me pareceu magoada quando aconteceu da primeira vez. Como eu disse, parece que ela encarou numa boa.
- Ainda assim! Não precisava ser tão cruel, você agora destruiu a possibilidade dela seguir em paz. Vai ser de novo cheia de desconfianças. Ela vai se pegar pensando em o que fazer para que não se repita o acontecido. E você sabe que não como evitar. Mas ela irá tentar evitar mesmo assim, já que nasceu com essa sede de controlar as coisas.
- Ah, que besteira.
- É. Agora já foi."

Um comentário:

  1. Era pra rir? Porque eu não resisti e gargalhei no final!
    Huahsdhusadhusaud

    O pior de tudo é que essas broncas, via de regra, não mudam nada! Pelo menos dão um tempero a vida às vezes tão sem graça! Hehe

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