terça-feira, outubro 23, 2012

Fôlego

Uma felicidade inquietante. Como se estivesse numa bicicleta e recebesse aquele empurrão pra seguir e o aviso: "Vai, que se parar, cai". O medo se espalha uniforme pelo corpo e alcança o equilíbrio. Não é fácil e a queda, se sabe, pode ser bem feia.
Mas vamos, porque não saber andar de bicicleta já doeu demais. Adiar planos, agradar apenas aos outros, se agarrar a idéia de que não se consegue fazer algo está ficando absolutamente impossível nesses meus 25 anos.
Não é hora de alardear, anunciar, vibrar. Ainda. É apenas de absorver e se absolver. Perdoar-se e abraçar-se. Preocupar-se, afinal, estamos falando de mim. Mas sem desperdícios.

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