sábado, abril 17, 2010

Eu quero mudar muito do que me cerca.
Não quero ver minha cidade alagada e engarrafada, ao mesmo tempo em que, da janela, enxergo todo o abismo social. Que fere meus olhos, pelo menos. Que me faz querer me desculpar pelo que sou e não tenho culpa. Me desculpando por ser, também, FDP.
Não quero ficar em casa, desejando ardentemente a paz. Paz completa, paz de quem não se altera por besteiras. Paz de quem sabe que, a qualquer momento, virá ao seu encontro um FDP com palavras extremamente desnecessárias e cortantes. Quero FDP's distantes de mim. Para sempre. Quero não ser FDP de ninguém. Não quero achar a chuva FDP, ela faz seu caminho, seu ciclo. FDP são aqueles que impedem ela de seguir, e a deixa estagnada.
Os mesmos, talvez, que tornam os locais inacessíveis e fazem parecer que minha deficiência é a total FDP da vez. Tá, eu sei que ela é. Mas se os empreendimentos seguissem o rumo certo das coisas, cumprissem com a Acessibilidade, a FDPtice dela não faria tanta diferença, faria?
A vida é cheia de FDP empatando os rumos, os caminhos, o progresso. E não se muda voltando. Só se pode mudar seguindo. Do que me armar para tirar os FDP do caminho?

"Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço."

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